Quando olho para trás
vejo um quadro
pendurado na parede,
sinto a juventude que
ali adormece
ou que morreu nas
friezas da alma.
Ah! O tempo!
Esse é implacável
conosco,
amigo das lembranças,
sejam boas ou ruins.
Mas, sabe de algo?
Quero viver o que
ainda não vivi,
sonhar, imaginar,
correr, pular,
sentar em um balanço
outra vez.
Não estou disposta a
entrar no esquecimento,
a enfeitar as
estatísticas daqueles que nada fizeram,
dos que nada viveram.
Não! Não permito que
me digam como viver.
Por que morrer?
Morre-se na esquina,
morre-se a cada dia
de uma dor tão dolorida,
morre um de cada vez.
Poema publicado no suplemento da edição 5 da Revista SerEsta. Link: https://drive.google.com/file/d/1F7q31uGKjtAyy6pfIVcEUBGQGz_zxp0t/view.
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