sexta-feira, 3 de setembro de 2021

VONTADE DE VIVER

 

Quando olho para trás

vejo um quadro pendurado na parede,

sinto a juventude que ali adormece

ou que morreu nas friezas da alma.

Ah! O tempo!

Esse é implacável conosco,

amigo das lembranças,

sejam boas ou ruins.

Mas, sabe de algo?

Quero viver o que ainda não vivi,

sonhar, imaginar, correr, pular,

sentar em um balanço outra vez.

Não estou disposta a entrar no esquecimento,

a enfeitar as estatísticas daqueles que nada fizeram,

dos que nada viveram.

Não! Não permito que me digam como viver.

Por que morrer? Morre-se na esquina,

morre-se a cada dia de uma dor tão dolorida,

morre um de cada vez.


Poema publicado no suplemento da edição 5 da Revista SerEsta. Link: https://drive.google.com/file/d/1F7q31uGKjtAyy6pfIVcEUBGQGz_zxp0t/view.

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