segunda-feira, 18 de outubro de 2021

RESENHA "A FALÊNCIA" DE JÚLIA LOPES DE ALMEIDA

 

    Ambientado em um período posterior à proclamação da República, em um contexto de aparente valorização do café, o livro "A Falência" da escritora carioca Júlia Lopes de Almeida traz em seu enredo, temas frequentes em obras do século XIX, como: adultério, ganância e hipocrisia. 

    O protagonista Francisco Teodoro, comerciante, lembra em muitos aspectos o português João Romão, personagem da obra "O Cortiço", do escritor maranhense Aluísio Azevedo. Além de ambos serem imigrantes, são economistas, ao passo que o primeiro é "mão aberta" no que concerne a mulher e os filhos.

    O núcleo da trama ainda contém "amigos" do casal principal e as tias representando a família da esposa. Narrado em terceira pessoa, o romance também traduz a angústia e as dificuldades encontradas pelo protagonista para superar um acontecimento considerado fatal para a harmonia familiar. O peso da culpa, o medo da vergonha pública o fazem praticar um ato que culminará por decidir o futuro de muitos personagens. 

    Querem saber mais? Leiam o livro, e, se quiserem, comentem o que pensam a respeito do romance e da resenha.

Boa leitura! 


sábado, 9 de outubro de 2021

OLHAR PERDIDO

 Cada vez que me olhas

vês-me como eu era.

Não imaginas as batalhas,

as imagens barulhentas.

Debruço-me sobre o espelho,

lágrimas me inundam.

Procuro a beleza, a alegria...

Sonho com um dia poder pensar

no que fui sem chegar ao desespero.

Ilusão verdadeira de quem vê

e não quer mais enxergar

o passado à sua frente

e o futuro tão distante.

Toda vez que olho minha fronte,

vejo cacos de vidro ao luar.

Toma cuidado! Não pises,

não aguento mais me quebrar.

Só queria saber quando voltarei

a reconhecer o meu olhar. 

Poema publicado no suplemento da Revista SerEsta, em homenagem a poetisa Cecília Meireles. Link da revista completa: https://revistaseresta.blogspot.com/p/blog-page.html

Fontes de inspiração:

ANTOLOGIA POÉTICA, RETRATO, ENCOMENDA,

4o MOTIVO DA ROSA - Cecília Meireles

Poema

  Lágrimas jorram de um pote Salvar ou deixar? As carnes apodrecidas clamam por um asilo No meio de tanta balbúrdia e dor. O homem sobrevive...